segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Na hora do sexo, carioca tem prazer em satisfazer a mulher

Pesquisa diz que morador do Rio valoriza qualidade da relação. Mas no País ainda há muito homen que só pensa em si


POR PÂMELA OLIVEIRA
Rio – A s cariocas são privilegiadas. Pelo menos quando o assunto é sexo. Uma pesquisa nacional mostrou que na ‘hora H’ os moradores do Rio têm como prioridade a qualidade da relação sexual e… dar prazer às companheiras. No restante do País, em média, o que vem em primeiro lugar para os homens é a própria satisfação.
“O comportamento do homem mudou. E essa mudança pode ser bem notada no Rio. Até pouco tempo, ele não se preocupava com o prazer feminino. Eles queriam era ter uma boa ereção. Hoje, a mulher exige mais carícias, beijos e tempo nas preliminares”, diz a sexóloga Carla Cecarello, coordenadora da pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia e pela Bayer.
O sexólogo Amaury Mendes Júnior já não acredita que a posição masculina seja tão desinteressada. E lembra que para o homem, o prazer feminino é uma afirmação da masculinidade. “Embora uma parcela dos homens esteja realmente interessada em proporcionar prazer às mulheres, uma outra parte é muito narcisista e está preocupada com o que a mulher vai falar dele para as amigas”, afirma. “Atendo muita mulher que se queixa daquele homem que pergunta insistentemente se ela gozou”.
E com tanta vontade de impressionar, mesmo os que não têm problemas de ereção recorrem aos medicamentos que dão uma ‘turbinada’. Entre os cariocas, 57% dos que usaram esse tipo de remédio não precisavam, segundo a pesquisa ‘Sexualidade e Saúde Masculina’, realizada em cinco capitais.
O trabalho mostrou ainda que a droga é indicada por amigos, não por um médico. “O uso recreativo é frequente. Há homens que andam com o comprimido no bolso e, se ficam nervosos, usam para garantir a ereção”, diz Carla, acrescentando que o hábito é arriscado já que a medicação não pode ser usada por alguns grupos, como os que usam remédios à base de nitrato.
Conversas com amigos e pesquisas na Internet

Eles fazem sexo com as mulheres, mas preferem conversar sobre o tema com os amigos. Quando buscam informações sobre sexo e sexualidade, recorrem à Internet em primeiro lugar, além de jornais e revistas, de acordo com a pesquisa, que ouviu três mil homens com idades entre 19 e 60 anos.
“Os homens ainda levam cerca de 3 anos com problemas relacionados ao sexo até buscar atendimento médico. Eles preferem conversar com os amigos ou ler sobre o assunto. Nos consultórios, eles ficam constrangidos na sala de espera, com a cabeça baixa, porque procurar ajuda significa admitir o problema”, explica Carla.
Presidente da Sociedade Brasileira de Urologia, Archimedes Nardozza Júnior ressalta a importância de o homem buscar atendimento. “Embora ainda haja muita dificuldade de o homem admitir a disfunção erétil, é muito importante conscientizá-los de que ela pode ser um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com a saúde. A disfunção é considerada um marcador de doenças cardiovasculares.”
Fonte: O Dia

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